a melhor versão de mim

quando corro, especialmente numa prova, renasço, floresço. é muito engraçado, é como se passasse de larva para borboleta. mesmo. ...


quando corro, especialmente numa prova, renasço, floresço.
é muito engraçado, é como se passasse de larva para borboleta.
mesmo.
nos dias anteriores fico sempre ansiosa. mais do que o costume.
com a comida, com o treino, com a roupa, a viagem, o percurso, sei lá.
com tudo o que me lembro e também muito com o que não me lembro mas acho que devia. que precisamente por ser importante estou a esquecer-me.
é assim a ansiedade...
penso sempre, pelo menos uma vez, em não ir.
e nesta última prova não foi diferente.
ainda foi pior.
por questões familiares tenho andado sob muita pressão.
o que tem afetado tudo: os treinos, a alimentação (ai os chocolates...).
desta vez estive só na véspera da corrida.
só eu e a minha ansiedade. e confesso que tive um pouco de medo.
medo de não conseguir lidar bem com ela.
mas não. surpreendentemente controlei-a e pensei: vai correr tudo bem e vai valer a pena.
e claro que valeu.
a superação.
o controlo que consegui ter em alguns momentos (apesar do atribulado da coisa que depois conto).
a partilha (ainda que muito menos do que gostaria).
dada a partida, a ansiedade deu lugar à alegria.
ao esforço. à quase sobrevivência do corpo. à luta para dar mais um passo, e mais outro...
fiquei leve, aquilo que mais persigo ultimamente.
fiquei muito próxima do que sou, das minhas emoções.
e é muito difícil conseguir obter isto numa qualquer outra circunstância. 
por isso já estou a pensar na próxima prova.
dizem que estou viciada...

e se estiver?

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