o crossfit não é para meninas?

perder peso. esse era o objetivo que tinha em mente quando há menos de meio ano decidi iniciar a minha atividade física. de acordo com o...



perder peso.
esse era o objetivo que tinha em mente quando há menos de meio ano decidi iniciar a minha atividade física.
de acordo com o que fui lendo por aí, a corrida era uma boa forma de o fazer.
no entanto, as coisas não eram assim tão simples. pelos vistos, para correr era preciso treinar.
a contragosto, decidi que desta vez tinha mesmo de ser.
e que se era para ser, então seria a sério.
comecei então a treinar com quem sabia o que estava a fazer.
e não foi fácil.
o chavão do sair da “zona de conforto” servia-me como uma luva, e a pergunta que não me largava a cabeça ao longo de meses era: “mas que raio estou aqui a fazer?”.
achava que aquilo não era para mim e que eu não era para aquilo. que não conseguia. que não adiantava continuar.
no entanto, a vontade que tinha de correr e a paciência de quem me treinava, não me deixaram.
e aprendi a confiar.
em mim.
e em quem sabia o que estava a fazer.
e foi devagarinho, sem pedir licença, que o gosto pela coisa foi entrando e ocupando um espaço grande.
treinar já não era só a (pior) forma de me pôr a correr, apesar de assim o resmungar todos os dias, mas o sítio onde fico mais forte.
um bocadinho de cada vez.
quando a pessoa que sabe o que está a fazer nos diz, vamos lá experimentar crossfit, o primeiro em que se pensa é: a pergunta não é para mim, deve haver aí algum engano…
a imagem que tenho dessa modalidade é a antítese do que sou.
ou do que acho que sou. ou do que era.
já não sei.
o que sei é que ao pânico inicial se seguiu o confiar.
e vamos lá ver se esta “menina” é ou não capaz.

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